Fundação Benfica e Futebol Feminino apoiam torneio na Guiné-Bissau
Com o objetivo de consolidar uma campanha de sensibilização a favor dos direitos das mulheres na Guiné-Bissau, a equipa feminina de futebol, representada por seis jogadoras, juntou-se à Fundação Benfica e a outras entidades para promover um torneio em solo africano.
A Associação Portuguesa P&D Factor e o Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) da Guiné-Bissau irão organizar um torneio de futebol feminino. O Benfica associou-se a esta ação com as jogadoras Ana Seiça, Catarina Amado, Carolina Vilão, Lúcia Alves, Mariana Dantas e Pauleta, que marcaram presença no ato simbólico no Estádio da Luz, onde foi entregue material desportivo para o torneio.

"Nós, como jogadoras, queremos ajudar e tentar apoiar as raparigas da Guiné-Bissau que querem jogar futebol. O futebol é um desporto enorme e pode ajudar as raparigas na sua formação como pessoas e como mulheres. Tentar dar-lhes poder e fazer com que lutem pelo seu sucesso. Uma mulher tem de ser independente e tentar ser forte por ela própria", vincou Pauleta, subcapitã das águias.
Alice Frade, diretora-executiva da Associação P&D Factor, associação sem fins lucrativos para os Direitos Humanos de cada uma e de todas as pessoas, revelou que esta colaboração com as campeãs nacionais é "fantástica".

"A colaboração do Benfica, nomeadamente da equipa feminina de futebol, as atuais campeãs nacionais, neste apoio às raparigas e às meninas da Guiné-Bissau, no âmbito do trabalho que é feito de abandono das práticas nefastas, é fantástico. Esta colaboração com a Fundação Benfica e a equipa feminina de futebol vai ser inspiradora e transformadora para a vida de muitas meninas que vão estar a jogar com estes equipamentos", assumiu Alice Frade.
Jorge Miranda, diretor da Fundação Benfica, explicou que há uma razão simbólica para serem as jogadoras benfiquistas a realizar esta entrega de materiais desportivos. A condição feminina e a proximidade portuguesa com Guiné-Bissau são também fatores importantes para esta ação solidária.

"É um país de expressão portuguesa e onde a Fundação Benfica pretende dinamizar as suas ações. Esta é uma causa muito importante. Tem a ver com a condição feminina, com questões de saúde e com práticas que já não são do século XXI. Há que evoluir no respeito pela tradição, pelas mentalidades e pelas convicções religiosas. Tudo isso se faz com trabalho, incentivo às organizações locais e também valorizando não só os técnicos que trabalham com estas populações, mas também as próprias mulheres guineenses, que dão provas de estarem aí como verdadeiras campeãs. Essa também é a razão simbólica para que esta entrega seja feita pelas nossas campeãs", objetivou o diretor da Fundação Benfica.
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