"Justiça no resultado e na vitória"
Na análise ao triunfo do Benfica sobre o Gil Vicente (0-3), na partida em atraso da 24.ª jornada da Liga Betclic, Bruno Lage considerou que o resultado foi justo.
Na entrevista rápida, à Sport TV, o treinador dos encarnados relevou a "entrada boa" das águias no Estádio Cidade de Barcelos, nesta noite de sexta-feira, 28 de março.
"Controlámos o jogo, criámos várias oportunidades e penso que o resultado fica-nos muito bem. Sabíamos da importância deste jogo, de começar um ciclo pós-interrupção para as seleções, entrar da mesma forma como tínhamos vindo a fazer, com uma boa exibição e um bom resultado. E foi mais uma final que fizemos", afirmou.
Questionado sobre a regularidade das exibições de Otamendi, Bruno Lage assumiu que o capitão atravessa um "momento muito bom".
"É um exemplo, com 37 anos, a forma como ele treina, se prepara e depois joga, por isso temos de nos agarrar a isso. É sentirmos que estamos muito fortes, muito unidos e olhar para todos os exemplos, não é só o Nico [Otamendi]", sublinhou.
Quanto às escolhas para o onze, o técnico explicou que optou por alinhar, preferencialmente, com os jogadores que permaneceram em Portugal e que fizeram "duas semanas de treino muito boas". "E acertámos nessa decisão", referiu, detalhando a situação, pouco depois, na conferência de Imprensa. A forma "interessante" como o Gil Vicente joga também foi tida em conta. "Jogam num sistema a defender, jogam num sistema a atacar, e tínhamos de perceber muito bem esse tipo de posicionamento para pressionar bem. Depois, o mais importante, é, quando temos bola, criarmos as oportunidades que tínhamos de criar, e, curiosamente, a jogada do primeiro golo nasce realmente naquilo que é um lado estratégico, mas depois o talento de todos os jogadores, do Álvaro [Carreras], Bruma e Fredrik [Aursnes], a vir ao de cima."
Com as contas do calendário acertadas, Bruno Lage considerou que "nunca é bom ter jogos em atraso", mas o Benfica já tinha passado pelo mesmo cenário nesta temporada.
"Já andámos assim várias semanas quando foi o atraso do jogo do Nacional, mas o importante é que a equipa soube sempre dar boa resposta, quer agora, como anteriormente. Chegámos a entrar em campo com 11 pontos do nosso adversário, e a equipa entrou sempre calma, tranquila para jogar. Agora, o mais importante é isto, é percebermos o momento em que estamos, e no jogo comprovar esse momento", destacou.
EQUIPA, TROPA E Família "Acho que foi uma boa entrada no jogo, uma boa exibição, um jogo seguro da nossa parte e aquilo que falámos ontem [quinta-feira, 27 de março], de ser equipa, ser família e ser tropa. Foi isso que fizemos. Fomos equipa, jogámos bem, a bola andou sempre muito bem de pé para pé, em particular na 1.ª parte; fomos tropa, porque jogámos juntos, lutámos juntos e temos de ter esta mentalidade; e, depois, fomos família, dentro e fora de campo, apoio fantástico dos nossos adeptos à nossa equipa, e, como tal, justiça no resultado e na vitória."
CONSISTÊNCIA ATÉ AO FIM
"Foi importante a vitória, porque dependemos apenas de nós para sermos campeões, que esse é que é o nosso grande objetivo, e a consistência que procurámos. Procurámos essa consistência, de ter tempo de treino, de conhecer ainda melhor os jogadores. A entrada dos jogadores em janeiro também foi muito importante, porque deu-nos várias opções para determinadas posições, e aquilo que temos visto é que, independentemente de quem jogue, a equipa apresenta um bom posicionamento e uma boa dinâmica. E temos de ter a capacidade de manter, porque – falámos ontem [quinta-feira, 27 de março] com os jogadores – temos praticamente seis a sete semanas para o final do Campeonato. Ainda temos uma meia-final da Taça de Portugal, mas há uma final depois para disputar e queremos estar até final, quer no Campeonato, quer na Taça. Por isso, temos de agora manter essa consistência e eles têm de treinar, e depois cabe-me a mim, enquanto treinador, decidir a cada momento o melhor onze para vencer os jogos."
GESTÃO DE TOMÁS Araújo "A questão mantém-se, não há preocupação nenhuma. Temos de o saber gerir e estamos a gerir nas melhores condições. [Jogar como lateral-direito aumenta o risco de recaídas?] Não aumenta."
ADAPTAÇÃO DE AMDOUNI
"[Amdouni titular com o Farense, mesmo com o regresso de Di María?] Independentemente de ser do Di María, ou do Andreas [Schjelderup], do Aktür [Aktürkoğlu], do Bruma, enfim, temos muitos avançados com enorme qualidade. O Zeki [Amdouni] é um bom exemplo daquilo que, por vezes, dizia há largos meses atrás, de que não é fácil chegar numa equipa como o Burnley, que joga uma vez por semana e em que não é necessário – ou não tem a obrigação de – vencer os jogos todos, para passar para uma exigência de Benfica, a jogar de três em três dias e tem de ter sempre um rendimento coletivo com um rendimento individual. Para alguns jogadores, há sempre um período de adaptação. O Zeki tem feito esse período de adaptação muito bem, temos tido também essa paciência com ele e com todos. Por isso, entrar, chegar e render, por vezes, não é fácil, por força daquilo que acontece dentro do campo, mas por força também daquilo que é a dimensão de um clube como o Benfica. Ele tem feito esse percurso e estamos muito satisfeitos com ele."
DI MARÍA: A IMPORTÂNCIA DE MARCAR NO Regresso "Sim, é muito importante, e de jogar e sentir, porque ele tem treinado bem, mas também sentir a jogar. Fez 20 minutos com qualidade, teve uma boa ação no lance que originou o penálti, marcou. Como lhe digo, muito satisfeito por poder contar com todos."
A JUSTIFICAÇÃO PARA AS OPÇÕES TOMADAS
"Optámos por eleger o 11 para o jogo com aqueles jogadores que permaneceram connosco, principalmente os médios, quer o Tino [Florentino], quer o Fredrik [Aursnes], e depois os três homens da frente, por isso foi essa a decisão: Bruma, Belotti e Zeki. O Zeki, aqui o seu colega [jornalista] reconheceu que fez um bom jogo, o Belotti marcou um golo e acho que o Bruma fez a melhor 1.ª parte desde que está connosco, por isso tomámos as melhores decisões, e, depois, no banco, temos de salvaguardar algumas posições. Temos de ter um central, como entendemos que o Adrian [Bajrami] hoje [sexta-feira, 28 de março] podia ser, ter um lateral que pudesse fazer os dois corredores, ter médios, como o Renato [Sanches] e o Barreiro, e, depois, ter sempre alternativas. Como gosto de ter sempre os dois pontas de lança disponíveis no banco, porque pode ser fundamental, quando olhamos para o banco temos de tomar decisões. Agora, aquilo que quero – e os jogadores sabem – é olhar para o jogo do Farense, olhar para a forma como eles estão a treinar e, dentro de três dias, estarmos a competir e ter a capacidade de escolher o melhor onze para jogar com o Farense. E – isto é fundamental –, a todo momento que forem chamados, terem rendimento, independentemente de começar a titular, de sair do banco – como, por exemplo, o Aktür, que saiu do banco no último jogo e marcou o golo da vitória –, e também o rendimento que têm de ter no treino."
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