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Camisola Principal Benfica 24/25

Edição de sexta-feira, 28 de março 2025

"Coragem e ambição de jogar o nosso jogo"


 

É com a ambição de avançar aos quartos de final da Liga dos Campeões que o Benfica se vai apresentar frente ao Barcelona, na 2.ª mão dos oitavos de final da competição.

Nesta terça-feira, 11 de março, no Estádio Olímpico Lluís Companys, a partir das 17h45 continentais, os encarnados disputam o acesso à fase seguinte da prova, e o treinador Bruno Lage expressou a ambição de superar a formação catalã, que parte em vantagem depois do triunfo, por 0-1, na 1.ª mão da eliminatória.

Reconhecendo que a equipa espanhola está a protagonizar "uma época muito boa", à BTV, na entrevista rápida, antes da conferência de Imprensa no Estádio Olímpico Lluís Companys, o técnico destacou a "qualidade" dos jogadores encarnados e apontou à "melhor estratégia possível", que detalhou.

"A melhor estratégia possível é tentar repetir as duas exibições e a produção ofensiva que nós fizemos nos dois jogos [anteriores com o Barcelona]. E isso leva-nos à ambição de tentar passar a eliminatória, que é o nosso grande objetivo", referiu Bruno Lage.

Questionado sobre os bons resultados do Benfica fora de casa nesta edição da Liga dos Campeões, o treinador afirmou que esse será "mais um fator para ter em consideração".

"Mas, repito, acima de tudo, olhar para aquilo que nós fizemos nos dois jogos com o Barcelona, em termos de oportunidades criadas, e um bocadinho mais de firmeza na finalização para também podermos marcar os nossos golos e poder seguir em frente na prova", considerou, antes de sublinhar que os Benfiquistas são "sempre importantes" no apoio à equipa.

"Independentemente do número, acredito que os adeptos também vão ter o momento de se fazerem ouvir, e isso é sempre muito importante para nós", observou.

Bruno LageQue abordagem espera da equipa do Barcelona no jogo de amanhã [terça-feira, 11 de março], tendo em conta que já entra em vantagem na eliminatória? Esperamos uma abordagem semelhante à dos dois jogos que realizámos, num ou outro detalhe alguns apontamentos diferentes na estratégia, foi aquilo que verificámos de um jogo para o outro. Mas, acima de tudo, uma equipa que, quando tem bola, gosta de ter bola, gosta de ter um jogo pelos médios, gosta de colocar os seus avançados em várias situações de um contra um, quer entre linhas, quer na profundidade, e uma equipa que gosta de pressionar, e que gosta de pressionar alto. Mas o mais importante é nós sentirmo-nos confiantes por vários motivos, e o mais importante foi nós olharmos para os dois jogos. Por aquilo que fizemos, pelas oportunidades que criámos, sentimos que amanhã temos um jogo que é decisivo, mas temos de ter a coragem e a ambição de jogar o nosso jogo, de criar as nossas oportunidades, de marcar os nossos golos para seguir em frente na prova, porque realmente é o nosso objetivo. Seria um prestígio enorme nós amanhã seguirmos em frente.

É um desafio imenso, acredito, tem de olhar para o seu jogo, para o jogo também da equipa adversária. Onde acha que está a chave para o Benfica conseguir ganhar aqui, num campo onde é muito difícil ganhar?

Temos de entender que o Barcelona é uma grande equipa, como disse, cheio de jogadores de enorme qualidade, em particular os três homens da frente, apesar de que, no último jogo, quem se destacou foi o guarda-redes, mas realmente os três homens da frente são muito fortes. Um treinador que está a fazer um trabalho incrível no Barcelona, já tem a experiência de ter vencido a Liga dos Campeões, e, neste momento, o Barcelona é a equipa que em 2025 na Europa ainda não perdeu, e nós temos esse desafio. A base é essa, é nós também sentirmos a confiança de que, quando jogámos contra o Barcelona, criámos imensas oportunidades de golo, ficámos sempre com a sensação de que podíamos ter tido, quer no primeiro jogo, quer no segundo, resultados diferentes. Mas é trazer tudo aquilo de bom que fizemos no jogo e colocar amanhã em prática. Na hora da verdade, na hora do jogo, perceber muito bem como poderemos dar continuidade aos dois jogos que fizemos com o Barcelona, isso é o mais importante.

Bruno Lage"Perceber muito bem como poderemos dar continuidade aos dois jogos que fizemos com o Barcelona, isso é o mais importante" Bruno Lage

Nos últimos jogos, o Benfica tem construído inúmeras oportunidades, mas também é verdade que tem tido alguma dificuldade na criação, em traduzir essa criação de jogo em golo de bola corrida. Taticamente, como é que explica uma construção ofensiva cada vez melhor, e também o que é que acredita estar a faltar no último terço para ser mais eficaz?

Não, eu não acredito que esteja a faltar nada. É golos, porque aquilo que nós fizemos nos últimos jogos, realmente, tem sido muito bom. É um facto que podíamos ter feito mais golos em função das oportunidades que criámos, mas também temos de analisar que nesses vários jogos proporcionámos grandes noites ou grandes tardes também ao guarda-redes adversário. Por isso, é olhar pelo lado positivo, sentirmos que quantas mais oportunidades de golo criarmos, mais probabilidades temos de marcar golos.

Raphinha marcou um grande golo em Lisboa, foi ele que deu a vitória ao Barcelona. Hansi Flick disse nesta manhã que o jogador pode ganhar a Bola de Ouro. Acha que será candidato? Disse há pouco que o Barcelona é a única equipa europeia que ainda não perdeu em 2025. Crê que é o favorito para ganhar a Champions, ou vê outras equipas com capacidade?

É uma grande equipa, mas o mais importante sobre o Barcelona, e em termos de favoritismo ou não, é nós amanhã termos a capacidade de fazer o nosso jogo e de os vencer. Sobre o Raphinha, é realmente um jogador que tem feito um percurso muito interessante, já o conhecia quando jogou no Sporting, tive oportunidade de jogar contra ele quando esteve no Leeds. Acho que fez uma evolução fantástica e está a fazer realmente um trabalho muito bom no Barcelona. [Bola de Ouro?] Quem sabe?

Bruno Lage"A resposta que temos de dar é em equipa e de forma coletiva" Nos outros desafios com o Barcelona, o Benfica não fez uma marcação individual a Lamine Yamal. Vai mudar isto? É um jogador importante – é verdade que não marcou golos nos últimos jogos, mas faz a equipa jogar muito. Que papel poderá ter na partida de amanhã, e como pensa pará-lo, porque é um jogador diferente?

A nossa forma de ver o jogo não é apenas estarmos preocupados com apenas um jogador. É, realmente, um jogador muito bom, também em função da idade e do talento que tem, mas do outro lado está Raphinha, e agora foi relançada a candidatura à Bola de Ouro [sorrisos], e, depois, tem um ponta de lança [Lewandowski] que tem sido um dos melhores do mundo ao longo dos anos. Por isso, são três homens muito fortes, três homens que combinam muito bem. Vemos muitas vezes Lewandowski a baixar e a ter combinações com o Yamal de uma maneira, com o Raphinha de outra, enfim... têm os três uma dinâmica muito interessante. Se dermos muito espaço nas costas, são muito fortes a atacar a profundidade; se lhes dermos muito espaço nos corredores, são muito bons no um contra um, vir dentro e tentar rematar à baliza; são muito bons nas combinações, em particular, quando os médios os encontram entre linhas. São jogadores, realmente, muito bons, mas nós também temos jogadores com enorme qualidade e, o mais importante, independentemente de cada jogador, acredito que o treinador do Barcelona olhe sempre para o jogo num aspeto coletivo, e nós também. Amanhã, a resposta que temos de dar é em equipa e de forma coletiva. Saber que quando temos de defender, temos de defender; temos de ter também iniciativa a defender e, depois, quando tivermos a bola, temos de saber procurar os espaços que são menos favoráveis ao Barcelona e mais favoráveis a nós, para criarmos as tais oportunidades de golo e marcar.

Sabemos que, amanhã, [Álvaro] Carreras não poderá jogar. Quero perguntar-lhe quão diferente vai ser o Benfica sem Carreras. E, no caso de Samuel Dahl, que me parece que pode ser uma escolha para aquele lugar, como é que o preparou, ele que tem jogado sobretudo em zonas mais avançadas, para estar pronto para um desafio deste nível a jogar como lateral-esquerdo?

Olhe, vou usar a expressão do Tomás [Araújo]. Nós preparamos todos os jogos da mesma maneira. O Samuel [Dahl] é um jovem jogador com enorme talento, teve uma adaptação muito boa, quer ao Clube, quer à nossa forma de jogar. Como referiu e bem, nós temos utilizado de várias formas. Isso também é bom, porque é bom para o nosso jogo, é bom para termos sempre um posicionamento diferente. Por isso, está enquadrado com a equipa, com os colegas, com a nossa forma de jogar, preparou-se normalmente e amanhã vai jogar.

Bruno Lage e Tomás AraújoAmanhã, para o Benfica, é vencer ou vencer. Para isso, é preciso marcar. A sua equipa remata muito, talvez não tenha tantos golos como desejável perante o seu caudal ofensivo. Pergunto-lhe se a ansiedade de os jogadores quererem marcar cedo pode ser inimiga para a sua equipa. Não acredito. Pela experiência que a equipa tem, não acredito, e curiosamente a equipa nos dois jogos que o Barcelona entrou sempre muito bem. No primeiro jogo, no terceiro ou quarto minuto, já estávamos a vencer por 1-0, e no segundo, aos 20 e poucos segundos, já tínhamos feito um remate à baliza. Por isso não é por aí, eu sinto a equipa tranquila e muito confiante, por isso o mais importante é nós termos a capacidade de reproduzir amanhã aquilo que fizemos nos dois jogos.

Muito se fala no Lamine, no Lewandowski, no Raphinha, mas o melhor jogador em campo da última partida foi Pedri. Você, que é um homem do futebol e gosta muito especialmente dessa posição, dos médios, como é que avalia Pedri? E a presença dele faz mudar algumas dinâmicas no meio-campo?

Eh, pá, grande pergunta! Olhe, não nos faz mudar, faz-nos é preparar bem os nossos médios, porque os nossos médios também são muito inteligentes em perceber como é que o Barcelona constrói o jogo a partir de trás e as várias formas como tem de construir o jogo. Muitas vezes com os dois centrais, muitas vezes com um dos laterais baixo, em particular o direito, muitas vezes com o médio entre os centrais, e depois perceber a dinâmica dos médios. Mas eles são realmente muito bons a tocar bola, têm o tempo, são calmos, são tranquilos. O adversário quase que chega, e a bola já está a circular noutro espaço. Por isso, nós falámos muito, porque quer no primeiro jogo, quer no outro, tivemos muitas oportunidades de golo... Fala-se muito, e eu concordo com aquilo que você diz, dos três avançados do Barcelona, do guarda-redes do Barcelona, das nossas oportunidades que criámos, mas, quer num jogo, quer no outro, o combate estratégico dos médios foi realmente muito interessante. Por isso, nós fizemos uma excelente partida quando jogou o Tino [Florentino], o Kökcü e o Fredrik [Aursnes]. E também no segundo jogo, quando trocámos, não tivemos o Tino, jogámos com o Fredrik, o Kökcü e com o Barreiro. E foram realmente dois jogos muito... A estratégia do meio-campo foi muito interessante de ver e de analisar.

Bruno Lage"Eu sinto a equipa tranquila e muito confiante" O Barcelona não pode contar com Pau Cubarsí para a 2.ª mão da eliminatória. Em que medida é que esta ausência altera o plano de pressão do Benfica? Como valoriza esta baixa?

Posso falar disto à vontade porque, pela experiência do outro treinador e pela análise que fez às nossas equipas, ele já percebeu perfeitamente... Nós gostamos muito, e preparamos sempre muito a nossa estratégia em função dos centrais, em função do pé dominante – qual é o pé dominante do central que joga à direita, do central que joga à esquerda... Quais os laterais, quais as linhas de passe mais utilizadas, e depois definimos a nossa pressão, ou o segundo momento de pressão. Estamos preparados para esse desafio.

Na última conferência de Imprensa, deu as condolências ao Barcelona pela morte do dr. Miñarro. Que Barcelona espera a nível anímico? Até que ponto crê que a equipa possa estar afetada com o que viveu nas últimas horas? Espera um Barcelona animicamente afetado, ou, por outro lado, com mais vontade?

A sua pergunta-me leva-me a dizer outra vez o quanto lamento a morte do dr. do Barcelona. Não sei como o Barcelona vai reagir, é sempre um momento difícil. Acredito que queiram oferecer e dedicar uma vitória a uma pessoa tão próxima deles, mas nós também temos coisas muito importantes para nós. Para nós, enquanto equipa; para nós... por exemplo, temos um jogador de 37 anos, que ficou em casa e não está cá devido a lesão, estou a falar de Di María, que ainda tem um recorde para bater na Liga dos Campeões; pelo Clube, porque seguir em frente na prova é realmente muito prestígio, quer desportivo, quer financeiro, enfim... nós também temos as nossas razões, e as nossas razões é que são importantes e levam-nos a estar motivados e confiantes para o jogo de amanhã. 

Como está Florentino? Amanhã poderá jogar, inclusive a titular? E fala das coisas boas que fez nas duas partidas com o Barcelona, mas o Barcelona ganhou as duas. O que têm de fazer de diferente para ganhar, tendo em conta que há um golo de diferença?

Sim, o Tino [Florentino] vai treinar a seguir, e só amanhã de manhã é que vamos tomar a decisão final. Aquilo que eu digo dos dois jogos é trazer as coisas positivas para o jogo de manhã. E o que é que foi positivo, quer num jogo, quer no outro? Nós criámos muitas oportunidades de golo. Por isso, é tentar, primeiro, criar um número suficiente de oportunidades de golo que nos permita marcar os golos para seguir em frente.

Quando enfrenta uma defesa tão adiantada como a do Barça, acha que isso é uma oportunidade para criar perigo, ou é um problema?

Essa sua pergunta leva-nos àquilo que é sempre o lado estratégico, e nós olhamos sempre para a forma como o adversário joga. O Barcelona entende que assim, em função dos seus jogadores, essa é a forma como defende. Por vezes, nós observamos e vemos um espaço enorme entre a linha defensiva e a baliza, mas no meio, entre a linha defensiva e a baliza, está o guarda-redes, e o guarda-redes do Barcelona também tem uma colocação muito boa atrás da linha defensiva e controla muito bem esse espaço. Por isso, há que saber utilizar esse espaço, e eu acho que nós fazemos isso muito bem.


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